domingo, 29 de agosto de 2010
A ORIGEM - O Filme
A princípio, o público não tinha (e acho que continua não tendo ignorantes como são) a mais vaga ideia do que se tratava A Origem, o novo filme do diretor de Batman – O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan. Mas à medida que os comerciais de TV foram ganhando número e o trailer chegou a ser veiculado mais vezes nos cinemas, o interesse foi crescendo, pois para o grande público se meu vizinho viu, eu também tenho que ver pra estar a frente dele. Após a estreia no circuito norte-americano, veio a explosão.
Por muito tempo, A Origem teve sua sinopse mantida sob total sigilo, até porque seria complicado fazer um resumo de duas ou três linhas de uma ideia tão complexa. O longa conta a história de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) e seus companheiros que possuem a habilidade de adentrar na mente das pessoas através dos sonhos, com o intuito de roubar informações secretas. Contudo, depois de receber uma missão aparentemente impossível, Dom e sua equipe são obrigados a enfrentar não apenas as dificuldades do projeto, mas também o passado de seu chefe.O longa lida com conceitos complexos e grande parte dos dois primeiros atos se baseia em explicações e exemplos desses princípios. Entretanto, mesmo explicativa e didática, a primeira metade do filme não é nem um pouco cansativa. Pelo contrário. Adotando cenas rápidas e dinâmicas que vão de um ponto ao outro muito rápido e incluindo aqui e ali sequências de perseguição ou de pequenas revelações, o que seria, talvez nas mãos de outra pessoa, uma palestra sobre o mundo dos sonhos, se torna uma primeira metade interessante e dinâmica, que inclui ainda as preparações para a tal ‘missão impossível’. Já a segunda metade da projeção é o que realmente torna o filme o espetáculo que é. Não mais preocupado em reexplicar o que já fora previamente dito, Nolan joga os personagens em direção a tudo que ele antes demonstrara. As cenas de ação e as revelações finais são realizadas com total precisão com o que viera anteriormente e em nenhum momento soam soltas ou sem sentido (se você teve paciência de absorver tudo que veio antes). As cenas de ação, assim como no filme anterior do diretor inglês, são realizadas quase sem a ajuda de efeitos computadorizados. Os efeitos especiais são usados apenas na construção de algumas passagens no mundo dos sonhos, ou seja, quando estritamente necessárias. Essa escolha do diretor em realizar grandes sequências sem o auxílio da computação gráfica e em planos quase sempre abertos traz um senso de realidade maior para as cenas, o que consequentemente auxilia na aproximação do público com o que acontece.Com um elenco brilhante, um roteiro fechado e sem grandes falhas e uma direção impecável, A Origem já figura como um dos maiores filmes de ficção da década. Em um cenário cinematográfico onde a maioria dos blockbusters de ficção são baseados em obras de outras artes que já possuem um público determinado, isso não é muito difícil. Como Nolan já sabia, contudo, é que o mercado não está pronto para aceitar roteiros originais de ficção, uma vez que eles necessitam de uma grande quantidade de dinheiro para serem produzidos. Uma pena. Sorte nossa que Nolan conseguiu construir seu caminho pelo mundo do cinema e nos presentear com a sua melhor história até hoje.
Se você ainda não viu, pessoa alienada, corra e assista o quanto antes pois vale muito!
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ainda não vi o filme, vou ver amanhã! e pra sua informação, não sou alienado. =P vc poderia fazer o seguinte: veja todos os filmes, poste aqui e eu leio antes de decidir o q ver. q acha? muito boas as suas críticas. abraço
ResponderExcluirfinalmente vi o filme e achei fantástico!!! será q rola o "2 - a missão"?
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