Não vou mais interfirir na porta. Não vou mais tocá-la, por barreiras, amarra-la, por cadeira nem nada. Nessa sala vazia eu apenas sento em minha cadeira e deixo o acaso decidir.
Quando o vento vier, que venha furioso, não apenas como vendaval, mas que venha como furacão. Eu não tocarei na porta. Apenas observarei, não quero mais interfirir. Quando o vento vier das duas uma: ou o vento vai jogar a porta pra longe, pra que não haja barreiras entre o meu quarto e o seu quarto; ou o vento vai bater a porta definitivamente, de forma que não venha ter a possibilidade de contato entre os quartos. A decisão já não me pertence.

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